Cuidado com a exposição excessiva ao sol na adolescência

Publicado em 10/02/2012 - Indira Lopes
Reprodução
Não são só os adultos que anseiam pela pele bronzeada. Os adolescentes aproveitam a alta estação para aproveitar o sol. Segundo os pesquisadores do Memorial Sloan-Kettering Cancer Center in New York, a proteção é essencial para qualquer idade, principalmente na fase jovem, a qual muitos se expõem a um elevado risco de desenvolver câncer de pele, que pode se agravar mais tarde.

“Percebo diariamente que os adolescentes associam o bronzeado a uma boa aparência. Mas é preciso esclarecê-los: o tom atingido é a resposta do corpo à exposição UV e revela que houve danos à pele. Ou seja, ocorreu uma inflamação cutânea como resposta à queimadura solar, independente do grau de exposição", afirma a dermatologista Cristine Carvalho, diretora do CDE – Centro de Dermatologia e Estética.

Para a médica, os dados revelados pela pesquisa norte-americana refletem a falta de campanhas de saúde pública sobre a prevenção do câncer de pele. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o número de casos de melanoma no Brasil em 2012 pode chegar a 6.230 novos casos de sendo 3.170 homens e 3.060 mulheres.

A exposição ao sol é fundamental para prevenir a deficiência de vitamina D entre as crianças e adolescentes. Suas ações promovem a mineralização óssea e um balanço positivo de cálcio. Somente através dela é que possível absorver o cálcio dos alimentos ingeridos e depositá-lo eficientemente nos ossos. Esse efeito garante o crescimento saudável das crianças e dos adolescentes. Mas não abuse! O período ideal para o bronzeamento é antes das 10h da manhã e depois das 16h da tarde, sempre com filtro solar.
  
 
 
 
 
 
 
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